Mulheres substantivas: Olympe de Gouges e Marietta Baderna: o papel subversivo das artes no contexto dos Direitos Humanos em movimento

Fabiana de Menezes Soares

Resumo


O presente ensaio traz ao texto diversas manifestações culturais que expressam temas caros à tradição humanista: literatura, teatro, artes plásticas, dança, música que se desenvolve em torno de duas mulheres, Olympe des Gouges e Marietta Baderna. Ambas através das Artes sinalizaram contradições no ideário do que se compreendia como “humano”, “tolerável” além do seu tempo, a partir dos antecedentes da Revolução Francesa. Através das suas ações no espaço público destinado aos homens, as suas ligações com as artes sinalizam tensões presentes ao acolhimento dos Direitos Humanos (só dos homens?) no ambiente da cultura e na vida social. Este é o fio condutor desenrolado a partir da Europa para seguir até as Américas, onde dialoga com a herança africana, trazendo a lume mulheres extraordinárias que ousaram denunciar as falácias entre o discurso pela igualdade, liberdade e fraternidade e as ações no seio de uma sociedade desigual marcada pelo silêncio e pela invisibilização, ao mesmo tempo em que aponta a complexidade da questão expressa no próprio termo “humano” que designa os direitos fundamentais.

Palavras-chave


Direitos humanos. Mulher. Olympe des Gouges. Marietta Baderna.

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