A migração de mulheres venezuelanas para o Brasil durante a pandemia da Covid-19

desafios políticos, laborais e sociais

Autores

  • Roberto Rodolfo Georg Uebel Escola Superior de Propaganda e Marketing
  • Amanda Raldi Universidade de Santo Amaro

Palavras-chave:

Migração, Venezuelanas, Brasil

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar a migração de mulheres venezuelanas para o Brasil durante a pandemia da Covid-19 a partir dos aspectos político, laboral e social. O texto adota uma metodologia do tipo qualitativa, com análise exploratória, bibliográfica e interdisciplinar, e tem como lente teórica a Teoria Feminista Pós-Moderna de Relações Internacionais. São três os resultados inferidos: a dualidade da presença do Estado brasileiro representa um caráter de incerteza para as migrantes, ou seja, a forma como o Estado se apresenta também é elemento de precarização das trajetórias migratórias de venezuelanas; as migrantes venezuelanas passam a fazer parte da narrativa diplomática e governamental e são percebidas como peças do tabuleiro das relações Brasil-Venezuela; a forma como as migrações femininas são percebidas pelas Relações Internacionais, especialmente aquelas oriundas do Sul Global, depende da ótica dos seus agentes. Em síntese: a vulnerabilidade de migrantes mulheres perpassa a atuação do Estado, ensejando desafios políticos, laborais e sociais.

Biografia do Autor

Roberto Rodolfo Georg Uebel, Escola Superior de Propaganda e Marketing

Doutor em Estudos Estratégicos Internacionais (UFRGS). Pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-POA).

Amanda Raldi, Universidade de Santo Amaro

Graduada em Processos Gerenciais pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Atua nas linhas de pesquisa de: teorias de Relações Internacionais, migrações internacionais, feminismo e participação política.

Downloads

Publicado

2022-01-18